Crianças X exercícios de força

23 de março de 2011

Diz o senso comum que as crianças que exigem demais dos músculos ficam baixinhas, como as ginastas olímpicas, mas isso não é bem assim. Uma revisão científica recém-publicada pela revista americana Pediatrics mostrou que exercícios de força para crianças e adolescentes são benéficos e seguros – desde que sejam respeitadas as capacidades e limitações da idade. Estudos anteriores sugeriram que antes da maturação sexual não havia sentido em fazer exercícios de força, uma vez que a criança não teria produção suficiente de hormônios para impulsionar o crescimento dos músculos. Isso é parcialmente verdade. Por mais que se exercitem, crianças menores não ficam musculosas. Mas os pesquisadores já perceberam, também, que exercícios com pesos leves promovem ganho de força bem antes da puberdade. E não são prejudiciais. “Os riscos associados ao treino de força não são maiores que em outros esportes”, diz o pesquisador Avery Faigenbaum, professor de ciência do exercício em Nova Jersey. “A chave para um treino seguro é que haja supervisão qualificada, ambiente adequado e instruções de acordo com a idade.”

Antes disso, porém, cabe a pergunta: faz bem para a criança ficar mais forte? “Faz muito bem para a postura”, diz Lauri Blair, treinador de levantamento de peso do Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo. Blair, que já formou vários atletas mirins na modalidade, diz que o levantamento de peso trabalha força, potência, equilíbrio, flexibilidade e coordenação motora. E indica esse tipo de exercício para meninos e meninas. “Os movimentos são simétricos e não provocam torções no tronco, como outros esportes que as crianças praticam”, diz. Um de seus alunos, Tauan Carlos Leão Silva, de apenas 10 anos de idade e 30 quilos, parece ter nascido para levantar pesos. Em apenas dois meses de treinos diários, exibe uma técnica admirável para tirar do chão uma barra com anilhas de madeira com 20 quilos e erguê-la acima da cabeça. Diz que quer ser campeão como o pai, atleta da modalidade.

A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME) recomenda que as crianças façam atividades físicas diariamente. Exercícios ajudam a prevenir obesidade e doenças cardiovasculares na vida adulta. Mesmo quando doentes, as crianças não devem ficar paradas. “São raras as contraindicações absolutas ao exercício”, diz um documento da SBME. Na adolescência, as atividades intensas que envolvam impacto são importantes para aumentar a massa óssea e reduzir o risco de osteoporose mais tarde. Ficar só na natação, portanto, não é uma decisão acertada, pois na água não há impacto. Mas o ideal é se exercitar sem exageros. Transformar a criança em atleta antes dos 10 anos é quase sempre um equívoco. “Uma rotina exaustiva de treinos dificilmente faz a criança feliz”, diz Ana Célia Osso, coordenadora do Centro de Aprendizagem Desportivo do Clube Pinheiros. Além disso, antes da puberdade o corpo ainda não manifesta seu potencial real. “As características genéticas que favorecem determinadas habilidades só se manifestam depois da maturação sexual”, afirma o fisiologista Paulo Zogaib.

Àgua na medida certa!!

29 de dezembro de 2010
  • Visualizar o posto de hidratação que há menos pessoas é importante
  • Pré e pós corrida também devem ser tratados com atenção

 Ao participar das primeiras provas, é comum os iniciantes se sentirem apreensivos com os pormenores do evento, como retirada de chip, horário de largada, onde estacionar etc. Outro momento considerado “estranho” pelos novatos é o de passagem pelos postos de hidratação. É fato que a ingestão de líquidos é fundamental, principalmente em uma competição. Contudo, a calma também será útil na hora de matar a sede, garantindo o sucesso da sua participação.  Não tem muito segredo para esse momento. Normalmente as pessoas ficam apavoradas, e não é essa a atitude correta. O corredor tem que ficar esperto, visualizar em qual posto do trajeto de hidratação há menos pessoas, menos bagunça. O perigo é se afobar e acabar atrapalhando sua prova e a de outro companheiro.

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Outras dicas importantes podem também evitar acidentes, na hora que conseguir pegar o seu copo de água, não é recomendado abri-lo inteiro, mas sim fazer apenas um furo, evitando que o corredor tome um banho e molhe demais suas roupas e até seu tênis. Dessa maneira também diminui a possibilidade de o corredor se engasgar com a água, já que irá sair uma quantidade suficiente para um gole. A maneira de como você se livrará de seu copo também é importante. O corredor também tem que ter a consciência que apenas um copo de água, mesmo vazio, pode causar um acidente. É indicado que os copos sejam jogados nas laterais das vias, não ficando no caminho de ninguém.

A quantidade certa

Através de estudos, foi recomendado que todo corredor deve se hidratar a cada 3 km, sendo poucos goles suficientes, não um copo inteiro de água. Além disso, é importante que o atleta não sinta sede durante a competição. Sentir sede durante a prova mostra que o corpo está sofrendo, pois sente falta da água. Essa sensação deve ser evitada, tomando poucos goles de água ou isotônico durante a competição. Mas se há erros na hora da prova, os momentos pré e pós corrida também devem ser tratados com atenção. Antes das provas é necessário que o corredor tenha uma hidratação de pouca quantidade de água, evitando que sinta sede logo nos primeiros quilômetros e gerando desespero para a chegada dos postos de hidratação. Após a prova, uma conta simples pode acabar com as dúvidas relacionadas à hidratação. O atleta pode se pesar antes e depois da corrida e a diferença de peso resultante significa a quantidade de líquido, em mlilitros, que deve ser reposta. Ou seja, se a diferença de peso for de 500 mg, é necessário a reposição de 500 ml de água ou isotônico.

 

Pulseira de Equilíbrio, já experimentou?

20 de dezembro de 2010

O que jogadores de futebol, ginastas olímpicos, tenistas, skatistas e atletas de outras modalidades tem em comum?

Além de dedicar horas para desenvolver as próprias habilidades, provavelmente, você irá identificar que alguns deles estão usando uma pulseira de silicone. Diferente de outras comercializadas até há alguns anos atrás, que serviam de confirmação na aderência em alguma causa nobre, como o combate ao câncer ou a defesa do meio-ambiente. Hoje a nova pulseira da moda, agora denominada Pulseira de Equilíbrio oferece algo que muitos atletas, profissionais ou amadores almejam e que interfere na performance.

O teste mais simples e comum para demonstrar os benefícios da Pulseira de Equilíbrio  é até interessante. Manter-se em pé apoiado por apenas uma das pernas, com os braços estendidos – imitando um avião – uma outra pessoa aplica força em um dos braços. De inicio sem a pulseira depois com ela, fazendo em seguida o comparativo. E a partir dai se tem as primeiras impressões sobre o “equipamento”. E geralmente a experiência é positiva.
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Holograma e física quântica

Todos os efeitos segundo os fabricantes se deve à tecnologia presente em um holograma fixado na pulseira. As explicações sobre o funcionamento variam entre “freqüências energéticas que alinham o corpo” e o uso da “física quântica”. Ambas as afirmações são contestadas por boa parte dos estudiosos da física e por profissionais responsáveis pela fabricação de hologramas com outros fins.

A teoria da física quântica é complexa, mas ajudou a desenvolver diversos produtos que usamos no nosso cotidiano. Ouvir músicas em CDs é uma delas – que esta até ultrapassada. Já os hologramas, que são impressões feitas com laser e reagem a exposição de luz, são utilizados para garantir a fabricação de um produto por uma determinada empresa.

Psicologia, placebo e moda

Dores crônicas diminuem até desaparecer, jogadores de tênis melhoram a performance no saque e corredores aumentam o ritmo em uma prova e não se sentem cansado. Se as respostas sobre a tecnologia aplicada, até então, não justificam os resultados, o que acontece?

O efeito placebo é conhecido por diversos profissionais da área de saúde. Na pesquisa cientifica é usado para atestar os resultados de algum medicamento. Dois comprimidos, um deles com a substância a ser estudada e outro com um material parecido, geralmente farinha, são ministrados e com isso nota-se os resultados. O interessante nesse tipo de teste é que algumas pessoas relatam resultados com o uso da farinha. A isso damos o nome de Efeito Placebo. Nesse caso o paciente acredita tanto na eficácia do remédio que, dentro de limites restritos, a esperança se transforma em bioquímica.

No esporte, é comum ouvirmos sobre números da sorte, peças de roupa intimas que oferecem proteção e outras coisas. Todas tem em comum além de serem superstição o Efeito Placebo. Não é difícil lembrar de filmes sobre esportes, onde no final se descobre que o “liquido mágico” que o ator/esportista havia ingerido para garantir um resultado nada mais era de que água comum.

A “crença na crença” gera resultados em alguns casos. Você acredita tanto que algo esta te ajudando, que em conseqüência adquire mais confiança, mais concentração e qualquer outra coisa que melhora a sua performance. Até se confirmarem resultados científicos, não podemos confirmar ou garantir os resultados diretos das pulseiras.

O interessante é ser rigoroso com as situações e materiais que podem interferir com a segurança, a sua e a do seus familiares. Com a pulseira você esta garantindo, com certeza, apenas duas coisas: Uma peça da moda que pode ser encontrada até mesmo em jóias de metal e couro; a outra coisa é um bom motivo para conversar sobre o seu esporte predileto.

Cuidado com o Diabetes

25 de novembro de 2010

 

Diabetes: alta incidência em países emergentes como o Brasil
Em vinte anos, o número de pessoas com diabetes deve aumentar 54%, segundo a Federação Internacional de Diabetes, saltando dos atuais 284 milhões de portadores para cerca de 440 milhões. De acordo com previsões das autoridades de saúde dos Estados Unidos, praticamente todas as famílias do país terão alguém com diabetes em 2050.

Por conta desse aumento de casos, o diabetes vem sendo descrito por especialistas como uma das principais doenças do século 21. Para complicar a situação, a incidência do tipo 2, que é mais comum em adultos, tem aumentado em crianças e jovens. E os países onde a doença mais cresce são as nações emergentes, como o Brasil, segundo Roger Mazze, diretor do Centro Internacional de Diabetes e um dos mais conceituados especialistas dos Estados Unidos.

Para Antonio Carlos Lerário, da Sociedade Brasileira de Diabetes, isso é explicado pelo aumento do poder aquisitivo da população dos países em desenvolvimento e pela mudança no estilo de vida, hoje mais urbano.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, órgão do governo americano, são várias as razões do problema. Em primeiro lugar, como as faixas etárias mais elevadas correm mais riscos de desenvolver a doença, o envelhecimento da população alavanca os casos. O segundo motivo é o crescimento de minorias como a hispânica, que, segundo pesquisas, possuem mais predisposição de desenvolver a doença. Por último, os portadores do diabetes, com os novos medicamentos, conseguirão viver mais tempo. Os médicos acrescentam a obesidade como uma das maiores responsáveis pelo diabetes.

Nos EUA, a epidemia de diabetes é acompanhada de perto por governo, mídia e população. A Sociedade Histórica de Nova York abriu uma concorrida exposição para contar a história da insulina, essencial no tratamento.
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Apesar dos avanços no tratamento do controle do açúcar sanguíneo (a doença não tem cura, mas pode ser controlada), o número de pessoas com diabetes deve aumentar nos EUA do atual patamar de 1 em cada 10 adultos para 1 em cada 3 nas próximas quatro décadas.

Essa possibilidade de sobreviver por décadas caso o tratamento seja correto leva muitos a não enxergar a doença como sendo tão grave quanto o câncer, segundo Mazze.

- As pessoas pensam que o diabetes não mata. Mas se esquecem de que ela pode levar à morte por problemas no coração e renais, caso não seja controlada. Sem falar em outras consequências, como perda da visão e amputações.

 

Alimentação saudável, prática regular de exercícios e um estilo de vida regrados, são a melhores maneiras de se prevenir o diabetes.

Comece já!!

29 de agosto de 2010

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Hoje fomos a Sorocaba participar da corrida TV TEM, manhã perfeita, trajeto plano e seguindo o rio , o que torna o ar um pouco mais húmido…calor com certeza! Correr é muito gostoso, desafiante e como sempre digo, faz bem a saúde sim senhor.  Mais uma pesquisa aponta o benefícios da corrida, acompanhe:

Segundo levantamento realizado pelo Datafolha, o sedentarismo, associado a uma dieta inadequada, é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, que matam 300 mil pessoas por ano no país. Para Sérgio Perez, doutor em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e membro do laboratório de fisiologia do exercício da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), parte das doenças crônico-degenerativas (como diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão arterial e artrose) estão relacionadas aos prejuízos circulatórios.
Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia e da Universidade Estadual da Califórnia acompanharam 91 corredores entre 50 e 60 anos para analisar se a corrida influenciava a redução de fatores de risco para contrair doenças cardiovasculares. A conclusão é que, durante o treinamento, os valores de pressão arterial, colesterol, triglicérides e glicose sanguínea são inferiores (e superiores para os níveis de HDL, o bom colesterol) em comparação aos valores de indivíduos sedentários da mesma idade.

Por isso, não importa a idade, é hora de calçar o tênis e correr. Prova disto é que recentemente o canadense Ed Whitlock, aos 73 anos, fez 2h54min48s em uma maratona, tornando-se o primeiro homem com mais de 70 anos a finalizar os 42 km em menos de três horas.

Matéria da revista Sports Medicine mostrou os resultados de uma pesquisa realizada com atletas de alto nível depois que deixaram as pistas,e verificou que a perda da capacidade cardiovascular (consumo máximo de oxigênio – VO2 Máx) é maior para os que pararam de treinar.

A cada década o declínio da capacidade cardiovascular é de 0,5% para indivíduos treinados, 1% para indivíduos moderadamente treinados e 1,5% para indivíduos não-treinados. Ou seja, a perda cardiovascular é três vezes maior para aqueles que se tornaram sedentários.

“A capacidade oxidativa (aumento do tamanho e no número de mitocôndrias – produtoras de energia, aumento do tamanho e da quantidade de capilares sanguíneos e do número de fibras lentas) tende a ser menor com o envelhecimento, mas permanece mais alta após um período de treinamento”, explica Tessuti.

Além da saúde, a corrida traz ainda o benefício estético. “O envelhecimento da pele é causado pela diminuição da produção do colágeno”, explica Christiana Moron, mestre em dermatologia pela USP, membro da Academia Americana de Dermatologia e do Instituto Vita. Mas a atividade física regular e de intensidade moderada ativa a circulação sanguínea e estimula a produção de colágeno, minimizando o processo.

É hora de começar seus treinos, ligue para correr conosco, o ponto de encontro é na Brasital, segunda, quarta e sexta, sempre as 19 hrs…

bons treinos!

Rodrigo Lima

Gordura na medida certa!?

9 de agosto de 2010

Quanto mais gordurosa, mais saborosa é a comida. E também menos saudável. Certo? Depende. A gordura, muito associada às doenças do coração e à obesidade não é tão vilã como se imagina. Alguns tipos dela são importantes para uma boa saúde. Tanto que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as gorduras representem 30% do total de calorias consumidas por um adulto em um dia. No preparo da comida, os óleos são os tipos de gordura mais usados.

O ideal, dizem especialistas, é que toda a gordura ingerida seja boa (monoinsaturada e poli-insaturada). Mas, caso haja o consumo de gorduras ruins (saturadas e trans), ele deve se restringir a 10% do total de calorias diárias. “O corpo tolera somente o consumo de 10% de gorduras ruins, e precisa de pelo menos 20% de gorduras boas no total calórico diário”, diz o nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia José Alexandre Portinho.

Em relação aos óleos de cozinha, é preciso escolher os mais adequados. “O melhor óleo é o que tem mais gorduras insaturadas e menos saturadas. As insaturadas permitem a maior absorção das vitaminas A, D, E e K, além de ajudarem no desenvolvimento celular. Já as saturadas aumentam o mau colesterol e os problemas cardíacos”, explica Portinho.

Entre os óleos, os de canola, girassol e amendoim são os que menos têm gorduras saturadas. Já o de soja é o que mais tem. O azeite de oliva extravirgem é considerado o mais saudável de todos, pois ajuda a reduzir o colesterol. “Ele tem muita gordura insaturada e pouquíssima saturada”, diz Portinho.

Entretanto, além da atenção quanto à quantidade de óleo consumido, é importante atentar para a forma com que ele é usado. Para que um óleo permaneça saudável é preciso que ele suporte temperaturas elevadas (180 a 200 graus) sem sofrer alterações em sua estrutura – o que não é observado no azeite de oliva, que oxida a uma temperatura de 180 graus.

“É melhor usar o azeite à mesa, cru. Já o óleo de amendoim é o que mais suporta o aquecimento, mantendo suas características. Ele é pouco absorvido pelo alimento, o que impede que a comida fique encharcada”, opina Rafael Bedore, da indústria Sementes Esperança.

Apesar de nem todos os óleos vegetais serem benéficos à saúde, não há gordura mais perigosa que a animal, extremamente nociva ao organismo. “Aquelas gorduras que se apresentam no estado sólido em temperatura ambiente, geralmente de origem animal, são as grandes responsáveis pelo aumento do colesterol ruim, acumulando placas de gordura nas artérias e elevando o risco de problemas no coração”, afirma Bedore.

Crianças x obesidade

27 de julho de 2010


Estudo realizado pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Franca, São Paulo, revelou que 15,82% das crianças pesquisadas, entre 7 e 10 anos, apresentam sobrepeso. Todos são alunos de 18 escolas selecionadas na rede municipal de ensino. O índice encontrado está dentro da média no Brasil, mas preocupa médicos e educadores porque o problema surge cada vez mais cedo.

Entre os 6.707 estudantes que fizeram parte do levantamento, 1.061 (484 meninas e 577 meninos) têm sobrepeso, mas também foram encontradas crianças abaixo do peso. Todos os casos mais graves – 120 crianças obesas e 72 com baixo peso – serão acompanhados por profissionais de saúde. A pesagem foi realizada pelos professores entre agosto e setembro de 2009, durante as aulas de educação física.

Mudança comportamental
A nutricionista Fernanda Pisciolaro, membro do Departamento de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da ABESO, comenta que, de fato, “diversos estudos têm apontado um aumento progressivo no sobrepeso e obesidade, especialmente em crianças e adolescentes de escolas particulares”. Segundo ela, o aumento revelado em grandes proporções também nas escolas públicas “reflete uma mudança comportamental, de oferta inadequada de alimentos em casa e redução de atividades físicas, principalmente as lúdicas e informais”. Ou seja, brincadeiras, jogos de bola, caminhadas etc.

A especialista prossegue afirmando que “uma das causas da obesidade é o fraco vínculo das crianças e adolescentes com a família, que compartilham cada vez menos os momentos de preparo e consumo alimentar”. A Dra. Fernanda Pisciolaro comenta que “vários trabalhos têm demonstrado melhor eficácia no tratamento da obesidade infantil e do adolescente quando existe a participação efetiva da família”.

O papel dos Pais
A coordenadora de merenda Thaís Machado, da rede municipal de Franca, SP, concorda com a nutricionista quando diz que “a orientação nutricional deve ser levada adiante para atingir também os pais porque senão nada adianta se a criança comer à vontade em casa”. Por isso, criou-se um programa de alimentação em sala de aula que será estendido aos pais dos escolares.

Mas a influência da família não para por aí. Segundo a nutricionista Fernanda Pisciolaro “também já foi demonstrado que uma redução no Índice de Massa Corporal (IMC) dos pais se associa positivamente à redução do IMC dos filhos, e que, quanto antes o problema for detectado e tratado, melhor é sua evolução”, conclui.

O que realmente emagrece?

14 de julho de 2010

Aos que me pedem dicas para emagrecer, e não são poucos, eu sempre alerto que não há milagre. Emagrecimento rápido não faz bem a saúde e não há soluções mágicas, como: “use nosso aparelho enquanto dorme e perca peso”, “emagreça cinco quilos em uma semana tomando o nosso chá” ou “coma quanto quiser e emagreça”. Não acredite e nem perca o seu tempo, sua saúde e nem o seu dinheiro. Sem um programa alimentar e físico adequados você não perderá peso. A única fórmula para emagrecer é: gastar mais calorias do que você consome. Não há como alterá-la.

Dentro desta realidade, dou aqui três dicas que, se seguidas e praticadas, vão fazer qualquer pessoa queimar calorias.

1- Musculação

A musculação e o  treinamento funcional, são considerados hoje,  tão importantes quanto os exercícios cardiovasculares e os de flexibilidade, além de serem essenciais para quem pensa em ganhar força e ter uma melhor qualidade de vida no futuro.

Ao contrário do que muitos pensam, a musculação é um fator de grande importância no processo do emagrecimento, pois quanto mais massa magra nosso corpo adquire, maior será o número de calorias queimadas, devido ao aumento do metabolismo. Inicie o seu treino de musculação três vezes por semana, podendo aumentar para no máximo cinco. Comece com três séries de dez repetições, cada exercício. Faça descanso entre as séries de no máximo um minuto. Utilize o peso que lhe permita completar as dez repetições sem perder a técnica, mas que necessite de algum esforço.

 

2- Exercícios aeróbicos

Os exercícios aeróbicos como caminhada natação e corrida, são excelentes para a perda de peso e também para o nosso coração.

Inicie um plano de caminhada de 45 minutos três vezes por semana, podendo aumentar para cinco vezes por semana.

3- Alimentação

A nossa alimentação é o fator mais importante no processo de emagrecimento, pois “somos o que comemos”. Tenha um hábito alimentar que lhe permita comer de duas em duas horas, pois além de nos sentirmos mais saciados, ativamos mais nosso metabolismo. Evite frituras, doces e alimentos ricos em sódio e sal, pois estes alimentos possuem uma grande quantidade de calorias, além de aumentar o risco de diabetes, hipertensão entre outros problemas cardiovasculares, consuma alimentos ricos em fibras e beba muita água.

Perder peso de uma forma muito rápida não é bom para a saúde, pois o impacto pode ser negativo no gasto metabólico, causando o famoso efeito sanfona. A atividade física diminui a ansiedade e a vontade de comer compulsoriamente.

Antes de pensar em fazer uma dieta procure um profissional da área da saúde, como um médico endocrinologista, professor de educação física ou uma nutricionista. Fuja das dietas milagrosas e mantenha o autocontrole, pois a obsessão pelo emagrecimento pode virar doença.

Agora não perca tempo, treine forte e alimente-se de forma saudável e o mais natural possível.  Ótimos treinos!!

P.S.: Realize todo  treinamento com intensidade alta, muita disposição e energia!!! os resultatdos aparecem mais rapidamente!!

Correr descalço!?!?

26 de junho de 2010

peeeppeeeDo ponto de vista evolutivo, o ser humano não é um corredor de longa distância. Como estratégia de fuga e sobrevivência, sua estrutura corporal privilegia mais a capacidade de subir em árvores que propriamente correr, atividade que lhe é particularmente traumática para pés, joelhos e quadril. Nesse aspecto, ao reduzir a resistência do pé ao estresse causado pelo contato com o solo durante a corrida, o uso milenar de calçados pelo homem teria contribuído para agravar mais e mais a situação. Sabedores disso, não seria então a hora de os corredores darem meia-volta? De desamarrarem seus modernos tênis e voltarem a correr descalços ou o mais próximo disso possível? Alguns já começaram esse movimento.

Molas metálicas para maior impulsão, amortecedores de dupla ação e até componentes eletrônicos embutidos no solado. Por mais espetaculares que sejam os desenvolvimentos tecnológicos no setor, pesquisas indicam que os atuais tênis de corrida podem não estar ajudando muito a melhorar o desempenho dos atletas. Nem mesmo a prevenir lesões. Certos corredores chegam a afirmar serem melhores correndo descalços ou então usando tênis de solas tão finas que mais parecem meias. Mas médicos especializados no assunto discordam. Para eles, os conceitos consagrados pela medicina desportiva ao longo dos tempos continuam válidos.

Na outra ponta, em defesa de seu mercado, os fabricantes de tênis resolveram se coçar. Com o propósito de combinar os alegados benefícios de correr descalço com alguma camada que protegesse os pés, foram para as bancadas dos laboratórios e desenvolveram modelos com menos material. Esse movimento em direção ao mínimo pode vir a ter um impacto significativo não só no segmento dos tênis de corrida, mas no mercado de calçados esportivos como um todo. Entre corredores a torcida fica por conta de que o movimento resulte em tempos mais baixos, em menos e menos graves lesões, e – por que não?- em tênis mais baratos.

VANTAGEM EM CORRER DESCALÇO. Leia o resto desse post »

Coisa de menina: saudável e mais bonita

8 de junho de 2010

corredora-descanso-arvoreCorrer ajuda a manter as mulheres dentro de padrões ideais de saúde e bem-estar. Além disso, podem ficar mais belas e felizes

Mais saudáveis

Um estudo realizado pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, em 2002, mostrou que a solução é simples: 60% a 70% das mulheres pesquisadas que iniciaram a prática da corrida diminuíram os sintomas da TPM, com o aumento da taxa metabólica basal. Além de diminuir os males causados pela TPM, as alterações provocadas pela corrida tornam as mulheres mais saudáveis.

O esporte é capaz de fazer com que as mulheres fiquem na faixa de normalidade em relação à pressão arterial, IMC (índice de massa corporal), glicemia e colesterol. O resultado é ganho em saúde, pois gera grandes estímulos no organismo. Quem afirma é Fábio Torres, médico cardiologista que atua no centro de reabilitação cardiopulmonar da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e responsável pela ergoespirometria do Hospital São Lucas da mesma universidade:

“Para as mulheres que já possuem bom condicionamento físico, a caminhada ou atividades muito leves não conseguirão obter índices satisfatórios. Nesse caso, precisam ultrapassar limites do limiar anaeróbico 1, para ganhar no sistema cardiovascular”, afirma Torres.

Muito melhor para as corredoras Leia o resto desse post »